Do bebê ao pré-adolescente
Os problemas gastrointestinais mais frequentes da infância — explicados com carinho e clareza.
A constipação não é uma doença grave, no entanto, atrapalha e muito a qualidade de vida da família e não deve ser negligenciada. Deixar de tratar o intestino preso na infância pode gerar uma dificuldade com a evacuação para o resto da vida.
A causa é multifatorial: alimentação pobre em fibras, baixa ingestão de água, falta de exercícios físicos, medo de sair da fralda e principalmente medo de fazer o cocô.
São raros os casos que apresentam algum outro fator interferindo na atividade intestinal e é papel do gastro avaliar quando investigar. A base do tratamento é a mudança do estilo de vida associada ao uso de medicamentos.
Não deixe seu filho sofrer por dificuldade de fazer cocô — procure ajuda.
Agendar avaliaçãoPode ocorrer em todas as idades, no entanto, temos algumas diferenças entre os bebês e as demais crianças.
Nos bebês é esperado que regurgitem, mas nem sempre é fácil determinar se esse refluxo é uma doença ou não. Precisamos traçar estratégias para alcançarmos essa resposta.
Nas crianças maiores os sintomas principais são vômitos, náusea e queimação. Precisamos entender se a causa é só um erro alimentar, se tem estresse envolvido ou se teremos que investigar mais a fundo com exames.
Agendar avaliaçãoOcorre pelo contato com a proteína do leite de vaca, que pode vir através da fórmula ou do leite que a mãe consome. Ocorre principalmente nos bebês.
Forma imediata: manchas no corpo, coceira, inchaço, falta de ar (cuidada pelos alergologistas). Forma tardia: sangue nas fezes, cólica, diarreia, perda de peso, refluxo, irritabilidade, constipação (cuidada pelos gastros).
Na forma tardia não existem exames para fechar o diagnóstico, então a consulta detalhada é fundamental.
O tratamento é feito com a retirada dessa proteína, excluindo-a da dieta materna ou substituindo a fórmula por opções especiais.
Agendar avaliaçãoA queixa de dor na barriga é extremamente frequente na infância e pode ser ligada a qualquer doença gastrointestinal.
Uma das maiores causas é a dor funcional, que provém de um desequilíbrio na interação entre o cérebro, o intestino, a flora intestinal e a alimentação.
Quando a dor está muito frequente e atrapalhando a qualidade de vida da criança, é importante buscar ajuda.
Agendar avaliaçãoRaríssima nos bebês; nas crianças acomete principalmente após os 6 anos. Muito erroneamente culpada pelas dores das crianças, muitas vezes há restrições sem necessidade.
Os principais sintomas são dor abdominal, diarreia e distensão abdominal após o consumo de alimentos que contenham leite.
É importante avaliar quem realmente precisa de exames e quem precisa de restrição.
Agendar avaliaçãoÉ errado pensar que o adulto vai desfraldar a criança — quem desfralda é ela. A criança começa a entender o processo de prender e soltar por volta de 1 ano e meio.
É esperado que as crianças desfraldem de dia até os 4 anos e à noite até os 7 anos. Um desfralde acelerado pode gerar problemas de continência a vida toda.
A criança precisa aprender a controlar sua vontade, interpretar os sinais do corpo e estar preparada para desapegar da fralda, que é um local seguro para ela.
Se perceber dificuldades com o cocô, procure um gastropediatra; com o xixi, um nefro ou urologista pediátrico.
Agendar avaliaçãoA nomenclatura atual é síndrome do desconforto do lactente, o que representa a complexidade do choro do bebê. Não é somente a imaturidade da barriga, mas do eixo cérebro-intestino.
Muito se ouve falar de remédios, mas pouca evidência é realmente validada.
O mais importante é diferenciar se a criança tem ou não uma doença, e quem precisa ou não de remédio, para que a família não fique frustrada em busca de alternativas com falsas esperanças.
Agendar avaliaçãoA diarreia é muito frequente na infância, principalmente nos primeiros 5 anos, pelas infecções virais constantes na escola.
Quando persiste mais de 1 mês, merece atenção e investigação. É importante avaliar peso, nutrientes e buscar as causas.
Agendar avaliaçãoSão doenças autoimunes do trato gastrointestinal, cada vez mais frequentes em crianças cada vez mais novas.
Sintomas: dor abdominal, diarreia, sangue nas fezes, perda de peso, febre, entre outros. Nem sempre são fáceis de identificar — por isso a avaliação é muito importante.
Se seu filho já tem uma dessas doenças, é necessário manter o acompanhamento.
Agendar avaliação